REVISÃO DO CNIS LIBERADA: VEJA QUEM TEM DIREITO!

O que é o CNIS e por que ele é tão importante

O CNIS reúne todas as informações previdenciárias do trabalhador: empregos, datas de entrada e saída, valores de salários e contribuições. É a partir desses dados que o INSS calcula o tempo de contribuição e a média salarial usada para definir o valor da aposentadoria.

Se algum dado estiver errado, incompleto ou ausente, o prejuízo quase sempre recai sobre o segurado.


Erros mais comuns no CNIS

Os problemas mais frequentes encontrados no CNIS são:

  • Empregos que não aparecem
  • Salários que não constam
  • Valores registrados abaixo do real
  • Datas de entrada ou saída incorretas
  • Vínculos marcados como pendentes ou não comprovados

Esses erros podem ocorrer por falhas da empresa, da Receita Federal ou do próprio INSS.


Como identificar problemas no CNIS

O segurado pode consultar seu CNIS pelo site ou aplicativo Meu INSS, acessando o “Extrato de Contribuição”.

É importante conferir:

  • Se todos os empregos aparecem
  • Se as datas estão corretas
  • Se os salários aparecem mês a mês
  • Se existem indicadores de pendência

Qualquer divergência pode e deve ser corrigida.


Documentos que servem como prova

Para corrigir o CNIS, o segurado pode usar documentos como:

  • Carteira de Trabalho
  • Contratos de trabalho
  • Holerites
  • Guias de contribuição (GPS)
  • Extrato do FGTS
  • Termo de rescisão
  • Declaração do empregador
  • Imposto de Renda
  • Fichas financeiras

Esses documentos comprovam que o vínculo e o salário existiram de verdade.

1️⃣ Vínculo de emprego que simplesmente não aparece no CNIS

O erro
A pessoa trabalhou, recebeu salário, mas aquele período não consta no CNIS.

Isso é extremamente comum antes de 2000 e em empresas que quebraram, mudaram de CNPJ ou não recolheram corretamente.

Exemplo
José trabalhou de 1994 a 1999 em uma metalúrgica. Esse período não aparece no CNIS. O INSS considera que ele “não existiu”.

Impacto financeiro
Esse período pode representar:

  • 5 anos a mais de tempo de contribuição
  • salários que entram no cálculo da média

➡ Pode reduzir a aposentadoria em R$ 1.500 a R$ 5.000 por mês, dependendo dos salários.


2️⃣ Salário registrado abaixo do que a pessoa realmente ganhava

O erro
O CNIS mostra valores muito menores do que o salário real.

Isso acontece quando a empresa declara salário mínimo, mas a pessoa recebia comissões, adicionais ou salário maior.

Exemplo
Maria ganhava R$ 4.000, mas no CNIS aparece R$ 1.412 (salário mínimo da época).

Impacto financeiro
Cada ano com salário “rebaixado” derruba a média.

➡ Ao longo da vida, isso pode reduzir a aposentadoria em R$ 800 a R$ 4.000 por mês.


3️⃣ Indicadores de pendência (CNIS “sujo”)

O erro
O CNIS tem siglas como:

  • PADM-EMPR
  • PEXT
  • PRPPS
  • PVRIN
  • VINC-IRREG

Isso significa que o INSS não confia naquele vínculo.

Exemplo
O vínculo aparece, mas com pendência. O sistema do INSS ignora esse período no cálculo.

Impacto financeiro
O segurado acha que aquele tempo conta, mas o INSS não usa.

➡ Pode custar R$ 1.000 a R$ 6.000 por mês, dependendo do período e salário.


4️⃣ Contribuições pagas como autônomo que não entram

O erro
A pessoa pagou GPS por anos, mas o INSS não lançou no CNIS.

Exemplo
Carlos pagou como contribuinte individual de 2008 a 2015. O CNIS mostra só metade dos meses.

Impacto financeiro
Faltam anos de contribuição e valores na média.

➡ Pode atrasar a aposentadoria e reduzir o valor em R$ 1.200 a R$ 4.500 por mês.


5️⃣ Tempo especial que aparece como “comum”

O erro
Trabalho insalubre, perigoso ou em hospital, indústria, vigilância etc., aparece no CNIS como tempo normal.

Exemplo
Enfermeira trabalhou 20 anos em hospital, mas o CNIS não indica atividade especial.

Impacto financeiro
Sem conversão, o tempo vale menos.

➡ A aposentadoria pode cair R$ 2.000 a R$ 7.000 por mês.


6️⃣ Data de admissão ou saída errada

O erro
O CNIS registra entrada ou saída errada, encurtando o tempo.

Exemplo
João trabalhou de 1998 a 2005, mas no CNIS aparece de 2001 a 2005.

Impacto financeiro
O INSS ignora 3 anos inteiros.

➡ Pode custar R$ 1.500 a R$ 5.500 por mês.


7️⃣ Vínculo que aparece, mas sem salários

O erro
O emprego aparece, mas sem valor de remuneração.

Exemplo
O período existe, mas o CNIS mostra “R$ 0,00” ou vazio.

Impacto financeiro
O INSS considera aquele período sem impacto na média.

➡ Pode reduzir a aposentadoria em R$ 1.000 a R$ 4.000 por mês.


8️⃣ Períodos no serviço público ou militar que não entram

O erro
Tempo de prefeitura, estado, exército, polícia ou autarquia não aparece no CNIS.

Exemplo
Pessoa trabalhou 6 anos numa prefeitura, mas isso não foi averbado no INSS.

Impacto financeiro
Esses anos fazem muita diferença no cálculo.

➡ Pode custar R$ 2.000 a R$ 8.000 por mês.


9️⃣ Contribuições acima do teto ignoradas

O erro
A pessoa pagou sobre valores altos, mas o CNIS mostra só o mínimo.

Exemplo
Autônomo que faturava bem pagava sobre R$ 6.000, mas o CNIS mostra R$ 1.412.

Impacto financeiro
A média despenca.

➡ Pode reduzir a aposentadoria em R$ 2.500 a R$ 6.500 por mês.


🔟 CNIS “bonito”, mas errado (o mais perigoso)

O erro
Tudo parece certo, mas está calculado pela regra errada, sem usar salários antigos, tempo especial ou direito adquirido.

Impacto financeiro
A pessoa se aposenta, mas pela pior regra possível.

➡ Perda típica: R$ 1.500 a R$ 7.000 por mês, pelo resto da vida.


O CNIS é hoje o maior gerador de aposentadorias erradas no Brasil.

Quando existem mais de 20 tipos de revisões, isso não significa “oportunidade”.
Significa que existem mais de 20 formas do INSS errar contra o aposentado.

E cada erro não custa R$ 100…
Custa milhares de reais por mês, pelo resto da vida.